No belíssimo romance que é O Delfim, José Cardoso Pires olhou a realidade do seu país como se fosse a trama de uma intriga policial. Considerado um dos seus melhores romances, O Delfim é um marco na literatura portuguesa do século XX. Adaptado ao cinema com argumento de Vasco Pulido Valente e realização de Fernando Lopes, conta com a participação de Rogério Samora e Alexandra Lencastre.
José Cardoso Pires (1925-1998) é considerado um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos. A sua obra foi traduzida em diversas línguas e distinguida com os seguintes prémios: Prémio Internacional União Latina (Roma, 1991), XXV Prémio Internacional Ultimo Novecento (Pisa, 1992); Prémio Pessoa (Lisboa, 1997); Prémio Vida Literária, da APE (Lisboa, 1998); e Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa (Lisboa, 1998). De Profundis, Valsa Lenta (1997) recebeu o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus e Prémio de Crítica da Associação Internacional de Críticos Literários.
Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo (Rogério Samora), o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês (Alexandra Lencastre), sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de umJaguar E, que o leva da Gafeira a Lisboa e às putas.
Um caçador, detective e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa.
Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.
Adaptado para cinema em 2002, com argumento de Vasco Pulido Valente, a partir da obra O Delfim, de José Cardoso Pires, e realização de Fernando Lopes, conta com a participação de Rogério Samora e Alexandra Lencastre.